Quarta-feira, 29 de Julho de 2009

Na trilha do arco-íris

 


Na trilha do arco-íris – Do movimento homossexual ao LGBT
de Júlio Assis Simões e Regina Facchini


Páginas: 194
 

De doença social à organização ativa e politizada, a homossexualidade no Brasil é analisada no livro que narra uma trajetória de vitórias e desafios

Há pouco mais de três décadas lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais do país decidiram “sair do armário” para formar um movimento organizado, cuja agenda está focada em assegurar suas identidades, seus direitos e garantias civis fundamentais. E, para o grupo LGBT, vencer a resistência conservadora está longe de ser uma tarefa simples.

Como os autores Júlio Assis Simões e Regina Facchini descrevem em Na trilha do arco-íris – Do movimento homossexual ao LGBT, dos anos 70 até hoje os homossexuais do Brasil e do mundo percorreram um caminho árduo.

Instituições imaculadas, como família, escola, igreja e mídia se veem ameaçadas e os consideram como doentes - apesar da OMS ter retirado a homossexualidade da lista da doenças em 17 de maio de 1990, data que ficou determinada como o Dia Internacional de Luta contra a Homofobia, celebrado em várias partes do mundo.

Traz um levantamento sobre as primeiras manifestações, hoje conhecidas como Parada do Orgulho LGBT, que levam a cada ano milhares de ativistas e simpatizantes às ruas, num colorido que mobiliza opiniões e atitudes.

Repleto de curiosidades históricas, científicas e filosóficas, o livro faz um panorama do ativismo americano e europeu, mas se aprofunda no movimento LGBT brasileiro com propriedade. Cita a importância de grupos organizados como o Somos e o jornal Lampião, os anos 70 e 80, a mobilização do tribunal brasileiro – inclusive cita casos concretos, como o de Cássia Eller e sua companheira –, analisa o impacto da AIDS na história do movimento e, sobretudo, imerge na importância da homossexualidade no debate público.
Os Autores
Júlio Assis Simões – Professor do departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisador-colaborador do Núcleo de Estudos de Gênero (Pagu), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Publicou O dilema da participação popular e trabalhos sobre movimentos sociais (São Paulo: Marco Zero, 1992). Regina Facchini – Pesquisadora-colaboradora do Núcleo de Estudos de Gênero (Pagu), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Publicou Sopa de letrinhas? Movimento homossexual e produção de identidades coletivas nos anos 90 (Rio de Janeiro: Garamond, 2005) e trabalhos sobre movimentos sociais, participação política, saúde sexual e reprodutiva, discriminação e violência, gênero e sexualidade.



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Quinta-feira, 16 de Julho de 2009

Depois de sábado à noite



Na literatura, o tema é recorrente, mas são poucos os personagens homossexuais protagonistas de um romance. Em seu livro de estréia, Depois de sábado à noite, o autor Kiko Riaze expõe a cena gay carioca, que poderia ser a cena em qualquer grande centro urbano. Como no início do filme Milk, o dia a dia de um gay solteiro aparece sem metáforas. Pegações, beijos, amassos e transas são mostrados com naturalidade - e alguma crueza. Homofóbicos podem sentir desconforto, mas estarão diante de um aprendizado.

Em suas narrativas, tanto Milk quanto Depois de sábado à noite mostram que literatura gay ou cinema gay não são necessariamente sinônimo de arte erótica ou pornográfica. Seus personagens são desenvolvidos de forma consistente, sem caricatura ou estereótipo.A questão homossexual é abordada com frequência no cinema e na literatura. O mais recente e contundente exemplo nas telas está em cartaz: Milk, a voz da igualdade, que rendeu o Oscar de melhor ator a Sean
Penn e o de melhor roteiro original. Em tom de documentário, o diretor Gus Van Sant expõe a vida e o legado de Harvey Milk, o primeiro gay eleito para um cargo público nos Estados Unidos.


"A escassez de obras literárias para o público gay foi o que me levou a escrever o romance. Observei que os títulos existentes tinham como foco os conflitos da fase em que as pessoas se descobriam homossexuais. Eu escrevi um romance em que os personagens são gays assumidos e vivem nesta condição. Existe um universo gay além da fase da descoberta, com cultura, hábitos e pensamentos que muitos desconhecem ou ignoram", relata Riaze. A trajetória de Milk nos anos 70 foi apenas o início de uma longa luta não apenas pelos direitos dos homossexuais, mas pelos direitos humanos de igualdade em geral. Passados 30 anos de sua morte, ainda há muito para conquistar, muito com o que se indignar. O filme chega em momento oportuno nos Estados Unidos: Milk foi lançado pouco depois que os gays da Califórnia perderam o direito de se casar, em um referendo. Sean Penn não perdeu a deixa: "Acho que é hora de vocês, que votaram pela proibição do casamento gay, sentarem e refletirem, pensando em sua enorme vergonha e na vergonha dos seus netos, caso continuem assim", disse quando recebeu a estatueta. Filmes, livros e a arte de uma forma geral são ferramentas essenciais para reforço e alerta de uma causa que é de todos nós: igualdade de direitos.

O LIVRO

Depois de sábado à noite
de
Kiko Riaze

256 páginas

"Kiko Riaze narra desventuras de um jovem homossexual que faz das festas de sábado seu campo de batalha em busca da felicidade."


O AUTOR


Nome: Kiko Riaze
Idade: 29 anos

Signo: Gêmeos
Profissão: Gestor de Logística
O que poderia comer sempre: Pavê e pudim de leite
O que jamais comeria: carne de cachorro
Bebida preferida: Vinho
Música de sempre: Secret, Madonna
Livro: As Brumas de Avalon, Marion Zimmer Bradley
Paixão: Animais e natureza
Mania: Tirar fotos
Programa legal: Diversão com os amigos
Lugar: Qualquer um onde se pode ver o mar
Frase: "A felicidade está dentro de você, não a procure em sua volta". Buda





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Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Vocabulário de Foucault

Vocabulário de Foucault
de Edgardo Castro


480 páginas

O LIVRO

Vocabulário de Foucault - Um percurso pelos seus temas, conceitos e autores, do argentino Edgardo Castro. Organizado em cerca de 300 verbetes minuciosamente pesquisados, o livro apresena e mapeia os principais temas do pensador francês. Há entradas para outros filósofos - Deleuze, Derrida, Descartes etc - mas também para assuntos como Democracia, Desejo, e Liberalismo, entre muitos outros.

UM TRECHO DO PREFÁCIO
“Guardadas as diferenças, poderíamos começar como Foucault no prefácio a Les mots et les choses e dizer que este livro nasceu de um texto de Borges. Foucault refere-se àquela enciclopédia chinesa onde aparece uma inquietante classificação dos animais: “(a) pertencentes ao Imperador, (b) embalsamados, (c) domesticados, (d) leitões, (e) sereias, (f) fabulosos, (g) cães em liberdade, (h) incluídos na presente lassificação, (i) que se agitam como loucos, (j) inumeráveis, (k) desenhados com um pincel muito fino de pelo de camelo, (l) et cetera, (m) que acabam de quebrar a bilha, (n) que de longe parecem moscas”.

Sempre, segundo Foucault, essa classificação provoca riso. Não pelo que nos pode sugerir o conteúdo de cada um de seus itens, mas pelo fato de que eles tenham sido ordenados alfabeticamente. O que nos faz rir é que no não lugar da linguagem se tenha podido justapor, como em um espaço comum, o que efetivamente carece de lugar comum. Provoca riso e inquietude a heterotopia que domina essa classificação. Supondo que os “inumeráveis”, os “fabulosos” ou os “et cetera” existam, na classificação de Borges, trata-se de ordenar “seres”; no Vocabulário de Foucault – Um percurso por seus temas, conceitos e autores, de ordenar “conceitos”. Mas, ainda que pareça que os “conceitos” estejam mais próximos das palavras e facilitem a operação, apesar disso, o perigo não é menor. De fato, este Vocabulário pode produzir o mesmo efeito que a classificação dos animais da enciclopédia chinesa; porque, claramente, tal como ela, poderia ser apenas o esforço para encontrar um lugar comum para o que parece não tê-lo. O próprio Foucault, com certa frequência, assinalou o caráter fragmentário e hipotético de seu trabalho, sua recusa em elaborar teorias acabadas, seu horror à totalidade. Seria, então, somente a pretensão de querer pôr ordem e limites a seu pensamento, recorrendo à simplicidade e finitude alfabéticas. Mais ainda, tentando ser simultaneamente breve e extenso, analítico, mas exaustivo, encerrando o universo do pensamento foucaultiano na enclausurada gramática de um dicionário, este Vocabulário não só provocaria o mesmo efeito que essa estranha classificação de animais, mas correria o risco de converter-se ele mesmo em uma enciclopédia chinesa. Porque, “notoriamente não há classificação do universo que não seja arbitrária e conjetural”. E nada nos assegura que, com o afã de ordenar, não venhamos a cair nessas autoimplicações (classificar os conteúdos mesmos da classificação; como Borges, “(h) incluídos na presente classificação”) que só os labirintos da linguagem permitem construir. E, finalmente, no pior dos casos, provocar somente riso, e, no melhor, também inquietude.

- Mas e se esse espaço comum existisse?

- Ah, bom, então, apresentar este Vocabulário se reduziria a dizer, de novo como Foucault: “Eu não escrevo para um público, escrevo para usuários, não para leitores”

QUEM É MICHEL FOUCAULT
Michel Foucault (Poitiers, 15 de outubro de 1926 — Paris, 25 de junho de 1984) foi importante filósofo e professor da cátedra de História dos Sistemas de Pensamento no Collège de France desde 1970 a 1984. Suas idéias notáveis envolvem o biopoder e a sociedade disciplinar, sendo seu pensamento influenciado por Nietzsche, Heidegger, Althusser e Canguilhem.

As obras, desde a História da Loucura até a História da sexualidade (a qual não pôde completar devido a sua morte) situam-se dentro de uma filosofia do conhecimento.

As teorias sobre o saber, o poder e o sujeito romperam com as concepções modernas destes termos, motivo pelo qual é considerado por certos autores, contrariando a própria opinião de si mesmo, um pós-moderno. Os primeiros trabalhos (História da Loucura, O Nascimento da Clínica, As Palavras e as Coisas, A Arqueologia do Saber) seguem uma linha pós-estruturalista, o que não impede que seja considerado geralmente como um estruturalista devido a obras posteriores como Vigiar e Punir e A História da Sexualidade. Além desses livros, são publicadas hoje em dia transcrições de seus cursos realizados no Collège de France e inúmeras entrevistas, que auxiliam na introdução ao pensamento deste autor.

Foucault trata principalmente do tema do poder, rompendo com as concepções clássicas deste termo. Para ele, o poder não pode ser localizado em uma instituição ou no Estado, o que tornaria impossível a "tomada de poder" proposta pelos marxistas. O poder não é considerado como algo que o indivíduo cede a um soberano (concepção contratual jurídico-política), mas sim como uma relação de forças. Ao ser relação, o poder está em todas as partes, uma pessoa está atravessada por relações de poder, não pode ser considerada independente delas. Para Foucault, o poder não somente reprime, mas também produz efeitos de verdade e saber, constituindo verdades, práticas e subjetividades.

Para analisar o poder, Foucault estuda o poder disciplinar e o biopoder, e os dispositivos da loucura e da sexualidade. Para isto, em lugar de uma análise histórica, realiza uma genealogia, um estudo histórico que não busca uma origem única e causal, mas que se baseia no estudo das multiplicidades e das lutas. Também abriu novos campos no estudo da história e da epistemologia.

As criticas e análises feitas por Foucault (1979) são pertinentes principalmente em relação ao significado de categorias de análise como soberania; mecanismos de poder; efeitos de verdade, regras de poder; etc., categorias essas de fundamental importância para a análise e compreensão do funcionamento do Estado e dos problemas cotidianos do homem comum.

Foucault (1979) renega os modos tradicionais de analisar o poder e procura realizar suas análises não de forma dedutiva e sim indutiva, por isso passou a ter como objeto de análise não categorias superiores e abstratas de análise tal como questões do que é o poder, o que o origina e tantos outros elementos teóricos, voltando-se para elementos mais periféricos do sistema total, isto, é, passou-se a interessar-se pelos locais onde a lei é efetivada realmente. Hospitais psiquiátricos, forças policiais, etc, sãos os locais preferidos do pensador para a compreensão das forças reais em ação e as quais devemos realmente nos preocupar, compreender e buscar renovar constantemente.

Segundo este pensamento, devemos compreender que a lei é uma verdade “construída” de acordo com as necessidades do poder, em suma, do sistema econômico vigente, sistema, atualmente, preocupado principalmente com a produção de mais-valia econômica e mais-valia cultural, tal como explicado por Guattari (1993). O poder em qualquer sociedade precisa de um delimitação formal, precisa ser justificado de forma abstrata o suficiente para que seja introjetada psicologicamente, a nível macro social, como uma verdade a priori, universal. Desta necessidade, desenvolvem-se a regras do direito, surgindo, portanto, os elementos necessários para a produção, transmissão e oficialização de “verdades”. “O poder precisa da produção de discursos de verdade (p.180), como diria Foucault (1979). O poder não é fechado, ele estabelece relações múltiplas de poder, caracterizando e constituindo o corpo social e, para que não desmorone, necessita de uma produção, acumulação, uma circulação e um funcionamento de um discurso sólido e convincente. “Somos obrigados pelo poder a produzir verdade”, nos confessa o pensador, “somos obrigados ou condenados a confessar a verdade ou encontrá-la (...) Estamos submetidos à verdade também no sentido em que ela é a lei, e produz o discurso da verdade que decide, transmite e reproduz, pelo menos em parte, efeitos de poder (p.180).”

Michel Foucault viveu sua homossexualidade ao lado do companheiro Daniel Defert. Seu amante de longos vinte anos, dez anos mais novo que o filósofo, mas de fôlego intelectual intenso. Defert ainda vive e milita contra a AIDS ou SIDA. Em junho de 1984, em função de complicações provocadas pela AIDS, Foucault teve uma septicemia, o que o leva à morte por supuração cerebral.

BIBLIOGRAFIA

* Doença Mental e Psicologia, 1954;
* História da loucura na idade clássica, 1961;
* Nascimento da clínica, 1963;
* As palavras e as coisas, 1966;
* Arqueologia do saber, 1969;
* Vigiar e punir, 1975;
* História da sexualidade:
o A vontade de saber, 1976;
o O uso dos prazeres, 1984;
o O Cuidado de Si, 1984;
o Ditos e escritos; (2006);
* A vontade de saber; (1970-1971)
* Teorias e instituições penais; (1971-1972)
* A sociedade punitiva; (1972-1973)
* O poder psiquiátrico; (1973-1974)
* Os anormais; (1974-1975)
* Em defesa da sociedade; (1975-1976)
* Segurança, território e população; (1977-1978)
* Nascimento da biopolítica; (1978-1979)
* Microfísica do Poder; (1979)
* Do governo dos vivos; (1979-1980)
* Subjetividade e verdade; (1980-1981)
* A hermenêutica do sujeito; (1981-1982)
* Le gouvernement de soi et des autres; (1983)
* Le gouvernement de soi et des autres: le courage de la vérité; (1984)
* A Verdade e as Formas Jurídicas; (1996)
* A ordem do discurso; (1970)
* O que é um autor?; (1983)



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Domingo, 12 de Julho de 2009

Melhores Crônicas João do Rio


Melhores Crônicas João do Rio
de João do Rio
Seleção e Prefácio - Edmundo Bouças
Seleção e Prefácio - Fred Góes


Nº de Páginas: 327

SOBRE O LIVRO

"[...] o cronista procurava adaptar a sua percepção ao ritmo do progresso, de que o cinema e o automóvel eram duas ousadas expressões. [...] suas crônicas, quaisquer que sejam os artifícios e futilarias, além de conciliar esplendidamente o jornalismo e a literatura, adaptaram-se com extraordinária maleabilidade ao ritmo acelerado da vida contemporânea." Afrânio Coutinho "João do Rio é o escritor da rua, com sua periculosidade e suas paixões. Chama-nos a atenção o fato de um dos livros de crônicas intitular-se A alma encantadora das ruas, centralizando o grande tema, que leva o autor a afirmar a existência da alma das ruas, na esperança de que sua psicologia seja compreendida, seu mistério ouvido." Helena Parente Cunha "Como jornalista, foi um inovador histórico da nossa imprensa diária, fundindo a reportagem e a crônica num novo gênero personalíssimo e então pouco comum." João Carlos Rodrigues


O AUTOR
 

João do Rio, pseudônimo de João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto, (Rio de Janeiro, 5 de agosto de 1881 — 23 de junho de 1921) foi um jornalista, cronista, tradutor e teatrólogo brasileiro.

Filho de Alfredo Coelho Barreto, professor de matemática e positivista, e da dona-de-casa Florência dos Santos Barreto, Paulo Barreto nasceu na rua do Hospício, 284 (atual rua Buenos Aires, no Centro do Rio). Estudou Português no Colégio São Bento, onde começou a exercer seus dotes literários, e aos 15 anos prestou concurso de admissão ao Ginásio Nacional (hoje, Colégio Pedro II).

Em 1 de junho de 1899, com 18 anos incompletos, teve seu primeiro texto publicado em A Tribuna, jornal de Alcindo Guanabara. Assinado com seu próprio nome, era uma crítica intitulada Lucília Simões sobre a peça Casa de Bonecas de Ibsen, então em cartaz no teatro Santana (atual Teatro Carlos Gomes).

Prolífico escritor, entre 1900 e 1903 colabora sob diversos pseudônimos com vários órgãos da imprensa carioca, como O Paiz, O Dia, Correio Mercantil, O Tagarela e O Coió. Em 1903, é indicado por Nilo Peçanha para a Gazeta de Notícias, onde permaneceria até 1913. Foi neste jornal que, em 26 de novembro de 1903 nasceu João do Rio, seu pseudônimo mais famoso, assinando o artigo "O Brasil Lê", uma enquete sobre as preferências literárias do leitor carioca. E, como indica Gomes (1996, p. 44), "daí por diante, o nome que fixa a identidade literária engole Paulo Barreto. Sob essa máscara publicará todos os seus livros e é como granjeia fama. Junto ao nome o nome da cidade".

Paulo Barreto, homossexual

As preferências sexuais de Paulo Barreto desde cedo constituíram-se em motivo de suspeita (e, posteriormente, de troça) entre seus contemporâneos. Solteiro, sem namorada ou amante conhecidas, muitos de seus textos deixam transparecer uma inclinação homoerótica bastante explícita. As suspeitas praticamente se confirmaram quando ele se arvorou em divulgador na terra brasileira, da obra do "maldito" Oscar Wilde, de quem traduziu várias obras.

Figura ímpar, que se vestia e se comportava como um "dândi de salão" (Rodrigues, 1996, p. 239), Paulo Barreto jamais ousou desafiar os estereótipos com os quais a sociedade rotula os homossexuais. Todavia, ao se propôr a defender novas idéias nos campos político e social, sua figura "volumosa, beiçuda, muito moreno, lisa de pêlo" (como registrou Gilberto Amado) tornou-se um alvo perfeito para toda sorte de racistas e homofóbicos reacionários, dentre eles, Humberto de Campos.

É nesse contexto que se insere seu suposto "flirt" com Isadora Duncan, que apresentou-se no Teatro Municipal do Rio de Janeiro em 1916. Duncan e Barreto já haviam se conhecido anteriormente, em Portugal, mas foi somente durante a temporada no Rio que se tornaram íntimos. O grau dessa intimidade é um mistério. Especula-se que tudo poderia não ter passado de uma "jogada de marketing" para atrair a atenção da imprensa, embora outras fontes citem um suposto diálogo em que a bailarina teria interpelado Barreto sobre sua pederastia, ao que ele teria respondido: Je suis trés corrompu ("Sou completamente corrupto").

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Domingo, 14 de Junho de 2009

Artimanhas da sedução - homossexualidade e exílio


Artimanhas da sedução - homossexualidade e exílio

de Karl Posso


Tradução: Marie-Anne Kremer (revisão de Karl Posso)
293 p.
 

Construído sobre sólido alicerce teórico e extremamente bem escrito e argumentado, este livro deverá impor-se como marco na crítica de orientação homoerótica. Muito mais do que uma leitura de quatro obras de Silviano Santiago e Caio Fernando Abreu, Artimanhas da sedução permanecerá por muito tempo como o estudo crítico definitivo das intersecções entre o posicionamento do homossexual e a condição do exílio. IMPERDÍVEL.

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Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

Entre mulheres


Entre mulheres
Depoimentos homoafetivos


de Edith Modesto

168 pág.
 

Este livro traz depoimentos de mulheres lésbicas e bissexuais de várias idades, profissões e classes sociais.


 

 Os temas são variados: relações familiares, juventude, religião, trabalho e preconceito. Trata-se do relato vivo da experiência de cada uma dessas mulheres, que deixaram todo o conforto emocional do mundo convencional para viver a dura vida de homossexual em um país tipicamente machista.

 

A AUTORA

Edith Modesto

 

É mestre e doutora em Semiótica Francesa pela Universidade de São Paulo (USP) e lecionou durante mais de 25 anos em faculdades de Jornalismo. Pesquisadora da diversidade sexual, já publicou três livros sobre o assunto: Diversidade sexual na escola – Uma metodologia de trabalho com adolescentes e jovens, Vidas em arco-íris – Depoimentos sobre a homossexualidade e Mãe sempre sabe? Mitos e verdades sobre pais e seus filhos homossexuais e Entre Mulheres (Edições GLS, 2009). Além de fundadora e presidente da ONG GPH – Associação Brasileira de Pais e Mães de Homossexuais, é idealizadora do Purpurina – projeto sociocultural para adolescentes e jovens LGBTS de 13 a 24 anos – e colabora com diversos projetos de educação para a diversidade, oferecendo também palestras para psicólogos, profissionais da saúde e militantes. Clique aqui para ler o sumário e as primeiras páginas deste livro

 

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Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Anatomia da noite

 

 

 


 


“A noite tem uma dinâmica própria, uma anatomia”, afirma o protagonista deste romance cujo outro personagem central é justamente ela, a noite, com suas promessas de prazer, sua gangorra de encontros e desencontros, o terreno conhecido no qual sempre saltamos com a expectativa de novidades. Henrique tem 35 anos e acaba de abrir a primeira cerveja, pontualmente às 22h. Mais novo romance do promissor Márcio El-Jaick.


 

 


 

Clique aqui para ler o sumário e as primeiras páginas deste livro

 


 


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Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

ESPERMATOZOIDES SÃO DE HOMENS, ÓVULOS SÃO DE MULHERES


ESPERMATOZOIDES SÃO DE HOMENS, ÓVULOS SÃO DE MULHERES
de Joe Quirk

Páginas:264


UM LIVRO DELICIOSAMENTE DEFINITIVO E MARAVILHOSAMENTE POLITICAMENTE INCORRETO. DEVERIA SER O LIVRO DE CABECEIRA DOS QUE ACREDITAM EM "MARTE E VÊNUS"! (E.C.)
 

Não é novidade que homens e mulheres encaram um relacionamento de formas diferentes. A grande questão é: por que isso acontece? Em Espermatozoides são de homens, óvulos são de mulheres – A verdadeira razão pela qual somos tão diferentes , Joe Quirk mostra que a resposta é puramente científica. Em uma narrativa com vários toques de humor, o autor se baseia na biologia evolutiva para revelar que tudo se resume ao espermatozóide e ao óvulo. O funcionamento do organismo masculino e feminino é a chave para entender o comportamento afetivo das pessoas.

Um macho produz entre cem e 300 milhões de espermatozóides por ejaculação, enquanto uma fêmea já nasce com todos os óvulos que terá na vida. Como se não bastasse, ela leva cerca de um mês para deixar um óvulo pronto para a reprodução. Analisando esses dados, fica fácil compreender tanto o instinto masculino de fecundar o maior número de mulheres possível quanto a postura seletiva adotada pelo lado feminino na hora do sexo.

Ao longo das páginas, o autor compara as relações românticas a descobertas de cunho sociológico, biológico, antropológico e zoológico, de forma a mostrar por que os seres humanos, no fim das contas, agem bem diferente dos outros animais quando se trata de procurar um parceiro sexual. Mas, embora se baseie em dados de uma série de pesquisas, Joe Quirk não é um cientista. Por isso, os leitores encontram uma linguagem leve e acessível, que traz informação sem tornar a obra cansativa.

Com títulos curiosos como “Por que as mulheres são coquetes e os homens são sem noção?” e “O amor fede”, cada um dos 40 capítulos prende a atenção, diverte e oferece, aos poucos, as dicas para entender, respeitar e aprender a tirar vantagem das diferenças entre os gêneros. Espermatozoides são de homens, óvulos são de mulheres ensina que o amor e o sexo construíram a natureza humana. Para Quirk, apaixonar-se é o propósito biológico da vida das pessoas: fomos projetados pelo amor e para o amor.

O AUTOR
Joe Quirk estuda biologia evolutiva, mas não é cientista e sim escritor de ficção. Além de Espermatozoides são de homens, óvulos são de mulheres – A verdadeira razão pela qual somos tão diferentes , escreveu o thriller de ação The Ultimate Rush. Ele vive no norte da Califórnia com a esposa e dois gatos.




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Terça-feira, 5 de Maio de 2009

Finalização da pesquisa aponta que 53% de gays, lésbicas e bissexuais assumidos já sofreram discriminação


A segunda etapa da pesquisa Diversidade sexual e homofobia no Brasil entrevistou 413 gays, lésbicas e bissexuais assumidos e detectou que 53% já se sentiram discriminados ao menos uma vez por sua orientação sexual ou identidade de gênero. Os dados desta etapa da pesquisa são analisados por seu coordenador Gustavo Venturi e já estão disponíveis no portal FPA. A totalidade da pesquisa será apresentada em eventos já programados em São Paulo, Fortaleza, Brasília, Curitiba e Belo Horizonte.

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Quarta-feira, 1 de Abril de 2009

Era uma vez um casal diferente

Era uma vez um casal diferente
A temática homossexual na educação literária infanto-juvenil

de Lúcia Facco

Esta obra discute até que ponto a educação literária de crianças e adolescentes pode diminuir o preconceito e a discriminação, mostrando como determinados títulos trabalham a temática de forma adequada. Com caderno de atividades especialmente direcionadas a professores.


O livro mostra como a literatura infanto-juvenil pode ajudar os educadores a trabalhar temas delicados como a discriminação por diferença de classe social, de etnia, de orientação sexual, de gênero etc. A autora mistura depoimentos pessoais em um texto com forte embasamento teórico. A obra traz ainda um encarte com sugestões de trabalhos a serem desenvolvidos com estudantes de diversas faixas etárias, com pais e professores, tudo a partir da literatura.

“O título já define com irretocável precisão seu conteúdo: “Era uma vez”, pano de fundo da pesquisa; “um casal diferente”, a base sociocultural da arte literária; tudo se aprofunda e aperfeiçoa com a proposta de educação social real, a indispensável educação literária. É a leitura integral da arte da palavra, a mesma palavra que usamos para expressar sentidos, emoções, ideias, pensamentos, reflexões, agressões, ironias, agregações e desagregações. Trata-se, assim, da soma profunda e articulada de educação, literatura e homossexualidade. Como se orientam a leitura, a análise e a compreensão da arte da palavra na escola? Algumas páginas do livro deveriam ser distribuídas aos passantes, nos mais diversos espaços públicos. Haveria grandes mudanças em nossa sociedade, posso garantir”, afirma a escritora Cyana M. Leahy-Dios, tradutora e doutora em Educação Literária pela Universidade de Londres, que escreve na quarta capa do livro.

Clique aqui para ler o
sumário e as primeiras páginas
deste livro




A AUTORA
Lúcia Facco

É graduada em Letras (protuguês-Francês), especialista e mestre em Literatura Brasileira, doutora em Literatura Comparada pela Universidade do Estado do Rio de janeiro (Uerj), crítica literária e escritora. Tem Várias publicações técnico-científicas, além de livros de ficção.

É autora dos livros As heroínas saem do armário (GLS, 2004), Lado B (GLS, 2006) e Era uma vez um casal diferente (Summus, 2009).

A preocupação com a violência que permeia as relações entre “diferentes”está presente em seus textos acadêmicos e em sua literatura, mas de uma maneira calma, que tranqüiliza os seus leitores e lhes transmite a confiança em um mundo mais pacífico.

Mora com sua família “diferente” e seus bichos no Rio de Janeiro, no charmoso bairro de Santa Teresa, onde tece histórias e reflexões.

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AUTORA DE “ERA UMA VEZ UM CASAL DIFERENTE” AUTOGRAFA NA LIVRARIA SARAIVA (RJ), DIA 4 DE ABRIL

A Summus Editorial e a Livraria Saraiva (Shopping Rio Sul-RJ) promovem no dia 4 de abril (sábado), das 19h às 22h, a noite de autógrafos do livro Era uma vez um casal diferente, de Lúcia Facco. A obra discute até que ponto a educação literária de crianças e adolescentes pode diminuir o preconceito e a discriminação. A autora mostra como determinados títulos trabalham a temática de forma adequada. A Saraiva MegaStore Shopping Rio Sul fica Rua Lauro Müller, 116 – 3ª piso, Botafogo – Rio de Janeiro.

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