Terça-feira, 17 de Março de 2009

Relicário

Relicário
de Felipe Greco


104 pág.


Um livro de contos escrito com maestria e criatividade. São contos curtos, fluidos e escritos por um autor já tinha se revelado competente e não alegórico em Caçadores noturnos. O acabamento gráfico também é feito com sutileza e criatividade. Muito acima da média dos recentes lançamentos de literatura GLS. (E.C.)

Relicário reúne contos que mergulham no universo do desejo homoerótico. O livro é, na verdade, uma coletânea de confissões de alcova. Os textos apresentam o universo homoerótico masculino, mas não se restringem a isso: mostram que a libido, no fundo, também é atrair a atenção do outro (do mesmo sexo ou não), ser desejado por ele, compartilhar fantasias, desejos e projetos de vida.

O AUTOR
Felipe Greco

 

Felipe Greco nasceu em junho de 1967, é gaúcho de Uruguaiana (RS), porém desde 1985 reside em São Paulo. Tem dois roteiros filmados: "Atração Satânica" (1987) e "The ritual of death" (1990). Em outubro de 1991, venceu o concurso literário promovido pela Fiat do Brasil, com o conto "Anjo provisório".

Em agosto de 2001, publicou o livro de contos "Caçadores Noturnos" (Desatino, SP); em maio de 2003, "O coveiro, uma fábula marginal" (Desatino, SP); em julho de 2004, um artigo em obra coletiva, "Getúlio Vargas, um político camaleônico", in "Política e conflitos internacionais" (Revan, RJ). Em dezembro/05, inspirado em uma história real, escreveu "Lilica" (infantil;Editora Via Lettera).

Em outubro de 2006 teve um texto juvenil inédito, "Memórias do asfalto", premiado pelo Programa de Ação Cultural (PAC 26) da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo .

Convidado pelo editor-chefe da revista G Magazine (Fractal, SP), escreveu os contos "O Banho", jul/04, "Encontro na chuva", dez/04, "As Máscaras", fev/05, "O Machão", abr/05, "A Espera", jun/05, "Notas de alcova", ago/05, "Tabu", set/05, "Olé", nov/05, "Almodóvar", dez/05, "Despedida de solteiro", fev/06, "Chuva rala", abr/06, "De repente...", jun/06 (este conto, por uma falha de comunicação entre autor e editor, foi publicado na revista com o título de "No escurinho do dark room"), "O voyeur", set/06, "Para um dia qualquer, depois de hoje", jan/07, "Madrugada sem Lua", set/07, e "Relicário" .

Ficcionista e editor, Felipe Greco publicou que lançou-se Caçadores noturnos (Desatino, 2001) escreveu ainda para o público jovem e adaptou para HQ o clássico Dom Casmurro, de Machado de Assis (Via Lettera).
No cinema, assinou o argumento e o roteiro do curta-metragem Caçadores noturno, inspirado no universo underground de suas duas obras de estréia na prosa.

Um lançamento da






publicado por o editor às 12:30
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Quarta-feira, 11 de Março de 2009

MEMÓRIAS DO ABADE DE CHOISY VESTIDO DE MULHER

MEMÓRIAS DO ABADE DE CHOISY VESTIDO DE MULHER
de Leonardo Fróes

Páginas:160
 

Um abade travestido, fazendo-se passar por uma grande dama e dando prazeres às suas namoradinhas em plena França do século XVII. Essas são as aventuras vividas pelo jovem François-Timoléon de Choisy (1644 - 1724) e contadas em Memórias do Abade de Choisy vestido de mulher, uma das mais conhecidas obras do autor francês, decano da Academia Francesa, à qual pertenceu por 38 anos, e que escreveu também livros de caráter religioso e histórias da realeza. Este personagem libertino e anômalo, precursor do Marques de Sade, que reconta suas memórias picantes já na terceira idade, é mais um precioso título da coleção Avis Raras, que reúne livros raros, em edição cuidadosa da Rocco.

Em sua mocidade, Choisy viveu como madame de Sancy e condessa des Barres. Durante esse tempo, o jovem gostava de usar trajes femininos e embelezar-se. Penteados, vestidos finos, joias e maquiagem davam enorme prazer a Timoléon, que, como filho mais novo, estava destinado à vida religiosa. Ele foi nomeado abade aos 19 anos.

Quando criança, ele já era vestido como uma menina por sua mãe – parte por costume da época, parte por interesses de madame Choisy –, e até interferiram em seu corpo para que se formasse busto e não crescesse barba. Um hábito de infância do qual ele próprio considerava difícil de se livrar. "Eu, já de orelhas furadas, usava diamantes e pintas e todas essas afetaçõezinhas às quais a gente tão facilmente se acostuma e das quais dificilmente se desfaz.”

Choisy gostava de mostrar-se em festas e eventos sociais e, sobretudo, de ser chamada de linda senhora. Além de enfeitar-se, outra distração do abade era seduzir jovens moças a sua volta. Ele as levava para sua casa e cuidava para que as meninas ficassem à altura de sua beleza enquanto as introduzia ao sexo e ensinava-lhes algo, como penteados e atuação teatral. Timoléon chegou a se casar com mademoiselle Charlotte, que se vestiu de noivo para a festa e só andava como um rapaz pela casa.

Em suas memórias, Choisy esclarece as razões do travestismo que o levou a tantas aventuras picantes. Ao vesti-lo como menina desde a infância, a mãe o teria submetido a um processo planejado de feminilização, para assim transformá-lo no melhor amigo do irmão mais novo de Luís XIV, que foi deliberadamente criado como mulher para não sentir qualquer atração pelo poder ou representar qualquer ameaça à soberania dele.

Para Leonardo Fróes, que assina a tradução e o posfácio da obra, iludir os outros era o maior prazer que o travestismo dava ao abade. O dom de enganar o olhar, fazendo-se passar pelo que não era, norteava as artes plásticas da época, quando o barroco e suas tortuosas e sedutoras linhas imperavam, fazendo-se visível também no comportamento dúbio de Choisy.

Estima-se que o abade tenha revivido suas lembranças libertinas aos 80 anos, pouco antes de sua morte, ao escrever sobre sua fase de travessuras galantes, encerrada no fim de 1674, após perder tudo no jogo – vício herdado de sua mãe. As histórias contadas por Choisy envolvem pelos requintes de detalhes, principalmente no que se refere à maneira como arrumava a si e a suas namoradas, e ajuda a entender um pouco dos costumes do século XVII, além de antecipar comportamentos como o travestismo e o crossdresser – que, ainda hoje, são considerados transtorno de identidade de gênero por muitos.



O AUTOR

François-Timoléon de Choisy, nascido em 1644, em Paris, foi decano da Academia Francesa, ao lado de confrades como La Fontaine e Racine. Nomeado abade de Saint-Seine aos 19 anos, Choisy formou-se em teologia na Sorbonne, em 1666. Após o período de aventuras travestido de mulher, em 1676, o abade vai a Roma e assessora o cardeal Bouillon na eleição do novo papa, Inocêncio XI. Seis anos depois, ele volta a morar em Paris e publica seu primeiro trabalho literário História da Guerra da Holanda. Após adoecer gravemente e receber a extrema-unção, Choisy fica curado, se converte e vai para o seminário das Missões Estrangeiras. Em 1684, é nomeado coadjutor do embaixador de Sião. A partir de então, ele publica uma série de livros de religião e de história até sua morte, em 1724.




O TRADUTOR
Leonardo Fróes

Leonardo Fróes ganhou o prêmio Jabuti de Poesia, em 1996, e os prêmios de tradução da Biblioteca Nacional, em 1998, e da Academia Brasileira de Letras, em 2008. É um dos mais respeitados tradutores do país, graças aos trabalhos realizados com grandes nomes da literatura, como William Faulkner, George Eliot, Malcolm Lowry e Lawrence Ferlinghetti. Leonardo Fróes mora em Petrópolis, Rio de Janeiro.

UM LANÇAMENTO





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Domingo, 8 de Março de 2009

Igualdade a qualquer tempo


Na literatura, o tema é recorrente, mas são poucos os personagens homossexuais protagonistas de um romance. Em seu livro de estréia, Depois de sábado à noite, o autor Kiko Riaze expõe a cena gay carioca, que poderia ser a cena em qualquer grande centro urbano. Como no início do filme Milk, o dia a dia de um gay solteiro aparece sem metáforas. Pegações, beijos, amassos e transas são mostrados com naturalidade - e alguma crueza. Homofóbicos podem sentir desconforto, mas estarão diante de um aprendizado.

Em suas narrativas, tanto Milk quanto Depois de sábado à noite mostram que literatura gay ou cinema gay não são necessariamente sinônimo de arte erótica ou pornográfica. Seus personagens são desenvolvidos de forma consistente, sem caricatura ou estereótipo.A questão homossexual é abordada com frequência no cinema e na literatura. O mais recente e contundente exemplo nas telas está em cartaz: Milk, a voz da igualdade, que rendeu o Oscar de melhor ator a Sean
Penn e o de melhor roteiro original. Em tom de documentário, o diretor Gus Van Sant expõe a vida e o legado de Harvey Milk, o primeiro gay eleito para um cargo público nos Estados Unidos.


"A escassez de obras literárias para o público gay foi o que me levou a escrever o romance. Observei que os títulos existentes tinham como foco os conflitos da fase em que as pessoas se descobriam homossexuais. Eu escrevi um romance em que os personagens são gays assumidos e vivem nesta condição. Existe um universo gay além da fase da descoberta, com cultura, hábitos e pensamentos que muitos desconhecem ou ignoram", relata Riaze. A trajetória de Milk nos anos 70 foi apenas o início de uma longa luta não apenas pelos direitos dos homossexuais, mas pelos direitos humanos de igualdade em geral. Passados 30 anos de sua morte, ainda há muito para conquistar, muito com o que se indignar. O filme chega em momento oportuno nos Estados Unidos: Milk foi lançado pouco depois que os gays da Califórnia perderam o direito de se casar, em um referendo. Sean Penn não perdeu a deixa: "Acho que é hora de vocês, que votaram pela proibição do casamento gay, sentarem e refletirem, pensando em sua enorme vergonha e na vergonha dos seus netos, caso continuem assim", disse quando recebeu a estatueta. Filmes, livros e a arte de uma forma geral são ferramentas essenciais para reforço e alerta de uma causa que é de todos nós: igualdade de direitos.

O LIVRO

Depois de sábado à noite
de
Kiko Riaze

256 páginas

"Kiko Riaze narra desventuras de um jovem homossexual que faz das festas de sábado seu campo de batalha em busca da felicidade."


O AUTOR


Nome: Kiko Riaze
Idade: 29 anos

Signo: Gêmeos
Profissão: Gestor de Logística
O que poderia comer sempre: Pavê e pudim de leite
O que jamais comeria: carne de cachorro
Bebida preferida: Vinho
Música de sempre: Secret, Madonna
Livro: As Brumas de Avalon, Marion Zimmer Bradley
Paixão: Animais e natureza
Mania: Tirar fotos
Programa legal: Diversão com os amigos
Lugar: Qualquer um onde se pode ver o mar
Frase: "A felicidade está dentro de você, não a procure em sua volta". Buda





UM LANÇAMENTO


publicado por o editor às 13:19
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