Terça-feira, 17 de Março de 2009

Relicário

Relicário
de Felipe Greco


104 pág.


Um livro de contos escrito com maestria e criatividade. São contos curtos, fluidos e escritos por um autor já tinha se revelado competente e não alegórico em Caçadores noturnos. O acabamento gráfico também é feito com sutileza e criatividade. Muito acima da média dos recentes lançamentos de literatura GLS. (E.C.)

Relicário reúne contos que mergulham no universo do desejo homoerótico. O livro é, na verdade, uma coletânea de confissões de alcova. Os textos apresentam o universo homoerótico masculino, mas não se restringem a isso: mostram que a libido, no fundo, também é atrair a atenção do outro (do mesmo sexo ou não), ser desejado por ele, compartilhar fantasias, desejos e projetos de vida.

O AUTOR
Felipe Greco

 

Felipe Greco nasceu em junho de 1967, é gaúcho de Uruguaiana (RS), porém desde 1985 reside em São Paulo. Tem dois roteiros filmados: "Atração Satânica" (1987) e "The ritual of death" (1990). Em outubro de 1991, venceu o concurso literário promovido pela Fiat do Brasil, com o conto "Anjo provisório".

Em agosto de 2001, publicou o livro de contos "Caçadores Noturnos" (Desatino, SP); em maio de 2003, "O coveiro, uma fábula marginal" (Desatino, SP); em julho de 2004, um artigo em obra coletiva, "Getúlio Vargas, um político camaleônico", in "Política e conflitos internacionais" (Revan, RJ). Em dezembro/05, inspirado em uma história real, escreveu "Lilica" (infantil;Editora Via Lettera).

Em outubro de 2006 teve um texto juvenil inédito, "Memórias do asfalto", premiado pelo Programa de Ação Cultural (PAC 26) da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo .

Convidado pelo editor-chefe da revista G Magazine (Fractal, SP), escreveu os contos "O Banho", jul/04, "Encontro na chuva", dez/04, "As Máscaras", fev/05, "O Machão", abr/05, "A Espera", jun/05, "Notas de alcova", ago/05, "Tabu", set/05, "Olé", nov/05, "Almodóvar", dez/05, "Despedida de solteiro", fev/06, "Chuva rala", abr/06, "De repente...", jun/06 (este conto, por uma falha de comunicação entre autor e editor, foi publicado na revista com o título de "No escurinho do dark room"), "O voyeur", set/06, "Para um dia qualquer, depois de hoje", jan/07, "Madrugada sem Lua", set/07, e "Relicário" .

Ficcionista e editor, Felipe Greco publicou que lançou-se Caçadores noturnos (Desatino, 2001) escreveu ainda para o público jovem e adaptou para HQ o clássico Dom Casmurro, de Machado de Assis (Via Lettera).
No cinema, assinou o argumento e o roteiro do curta-metragem Caçadores noturno, inspirado no universo underground de suas duas obras de estréia na prosa.

Um lançamento da






publicado por o editor às 12:30
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Quarta-feira, 11 de Março de 2009

MEMÓRIAS DO ABADE DE CHOISY VESTIDO DE MULHER

MEMÓRIAS DO ABADE DE CHOISY VESTIDO DE MULHER
de Leonardo Fróes

Páginas:160
 

Um abade travestido, fazendo-se passar por uma grande dama e dando prazeres às suas namoradinhas em plena França do século XVII. Essas são as aventuras vividas pelo jovem François-Timoléon de Choisy (1644 - 1724) e contadas em Memórias do Abade de Choisy vestido de mulher, uma das mais conhecidas obras do autor francês, decano da Academia Francesa, à qual pertenceu por 38 anos, e que escreveu também livros de caráter religioso e histórias da realeza. Este personagem libertino e anômalo, precursor do Marques de Sade, que reconta suas memórias picantes já na terceira idade, é mais um precioso título da coleção Avis Raras, que reúne livros raros, em edição cuidadosa da Rocco.

Em sua mocidade, Choisy viveu como madame de Sancy e condessa des Barres. Durante esse tempo, o jovem gostava de usar trajes femininos e embelezar-se. Penteados, vestidos finos, joias e maquiagem davam enorme prazer a Timoléon, que, como filho mais novo, estava destinado à vida religiosa. Ele foi nomeado abade aos 19 anos.

Quando criança, ele já era vestido como uma menina por sua mãe – parte por costume da época, parte por interesses de madame Choisy –, e até interferiram em seu corpo para que se formasse busto e não crescesse barba. Um hábito de infância do qual ele próprio considerava difícil de se livrar. "Eu, já de orelhas furadas, usava diamantes e pintas e todas essas afetaçõezinhas às quais a gente tão facilmente se acostuma e das quais dificilmente se desfaz.”

Choisy gostava de mostrar-se em festas e eventos sociais e, sobretudo, de ser chamada de linda senhora. Além de enfeitar-se, outra distração do abade era seduzir jovens moças a sua volta. Ele as levava para sua casa e cuidava para que as meninas ficassem à altura de sua beleza enquanto as introduzia ao sexo e ensinava-lhes algo, como penteados e atuação teatral. Timoléon chegou a se casar com mademoiselle Charlotte, que se vestiu de noivo para a festa e só andava como um rapaz pela casa.

Em suas memórias, Choisy esclarece as razões do travestismo que o levou a tantas aventuras picantes. Ao vesti-lo como menina desde a infância, a mãe o teria submetido a um processo planejado de feminilização, para assim transformá-lo no melhor amigo do irmão mais novo de Luís XIV, que foi deliberadamente criado como mulher para não sentir qualquer atração pelo poder ou representar qualquer ameaça à soberania dele.

Para Leonardo Fróes, que assina a tradução e o posfácio da obra, iludir os outros era o maior prazer que o travestismo dava ao abade. O dom de enganar o olhar, fazendo-se passar pelo que não era, norteava as artes plásticas da época, quando o barroco e suas tortuosas e sedutoras linhas imperavam, fazendo-se visível também no comportamento dúbio de Choisy.

Estima-se que o abade tenha revivido suas lembranças libertinas aos 80 anos, pouco antes de sua morte, ao escrever sobre sua fase de travessuras galantes, encerrada no fim de 1674, após perder tudo no jogo – vício herdado de sua mãe. As histórias contadas por Choisy envolvem pelos requintes de detalhes, principalmente no que se refere à maneira como arrumava a si e a suas namoradas, e ajuda a entender um pouco dos costumes do século XVII, além de antecipar comportamentos como o travestismo e o crossdresser – que, ainda hoje, são considerados transtorno de identidade de gênero por muitos.



O AUTOR

François-Timoléon de Choisy, nascido em 1644, em Paris, foi decano da Academia Francesa, ao lado de confrades como La Fontaine e Racine. Nomeado abade de Saint-Seine aos 19 anos, Choisy formou-se em teologia na Sorbonne, em 1666. Após o período de aventuras travestido de mulher, em 1676, o abade vai a Roma e assessora o cardeal Bouillon na eleição do novo papa, Inocêncio XI. Seis anos depois, ele volta a morar em Paris e publica seu primeiro trabalho literário História da Guerra da Holanda. Após adoecer gravemente e receber a extrema-unção, Choisy fica curado, se converte e vai para o seminário das Missões Estrangeiras. Em 1684, é nomeado coadjutor do embaixador de Sião. A partir de então, ele publica uma série de livros de religião e de história até sua morte, em 1724.




O TRADUTOR
Leonardo Fróes

Leonardo Fróes ganhou o prêmio Jabuti de Poesia, em 1996, e os prêmios de tradução da Biblioteca Nacional, em 1998, e da Academia Brasileira de Letras, em 2008. É um dos mais respeitados tradutores do país, graças aos trabalhos realizados com grandes nomes da literatura, como William Faulkner, George Eliot, Malcolm Lowry e Lawrence Ferlinghetti. Leonardo Fróes mora em Petrópolis, Rio de Janeiro.

UM LANÇAMENTO





publicado por o editor às 11:31
link do post | comentar | favorito
Domingo, 8 de Março de 2009

Igualdade a qualquer tempo


Na literatura, o tema é recorrente, mas são poucos os personagens homossexuais protagonistas de um romance. Em seu livro de estréia, Depois de sábado à noite, o autor Kiko Riaze expõe a cena gay carioca, que poderia ser a cena em qualquer grande centro urbano. Como no início do filme Milk, o dia a dia de um gay solteiro aparece sem metáforas. Pegações, beijos, amassos e transas são mostrados com naturalidade - e alguma crueza. Homofóbicos podem sentir desconforto, mas estarão diante de um aprendizado.

Em suas narrativas, tanto Milk quanto Depois de sábado à noite mostram que literatura gay ou cinema gay não são necessariamente sinônimo de arte erótica ou pornográfica. Seus personagens são desenvolvidos de forma consistente, sem caricatura ou estereótipo.A questão homossexual é abordada com frequência no cinema e na literatura. O mais recente e contundente exemplo nas telas está em cartaz: Milk, a voz da igualdade, que rendeu o Oscar de melhor ator a Sean
Penn e o de melhor roteiro original. Em tom de documentário, o diretor Gus Van Sant expõe a vida e o legado de Harvey Milk, o primeiro gay eleito para um cargo público nos Estados Unidos.


"A escassez de obras literárias para o público gay foi o que me levou a escrever o romance. Observei que os títulos existentes tinham como foco os conflitos da fase em que as pessoas se descobriam homossexuais. Eu escrevi um romance em que os personagens são gays assumidos e vivem nesta condição. Existe um universo gay além da fase da descoberta, com cultura, hábitos e pensamentos que muitos desconhecem ou ignoram", relata Riaze. A trajetória de Milk nos anos 70 foi apenas o início de uma longa luta não apenas pelos direitos dos homossexuais, mas pelos direitos humanos de igualdade em geral. Passados 30 anos de sua morte, ainda há muito para conquistar, muito com o que se indignar. O filme chega em momento oportuno nos Estados Unidos: Milk foi lançado pouco depois que os gays da Califórnia perderam o direito de se casar, em um referendo. Sean Penn não perdeu a deixa: "Acho que é hora de vocês, que votaram pela proibição do casamento gay, sentarem e refletirem, pensando em sua enorme vergonha e na vergonha dos seus netos, caso continuem assim", disse quando recebeu a estatueta. Filmes, livros e a arte de uma forma geral são ferramentas essenciais para reforço e alerta de uma causa que é de todos nós: igualdade de direitos.

O LIVRO

Depois de sábado à noite
de
Kiko Riaze

256 páginas

"Kiko Riaze narra desventuras de um jovem homossexual que faz das festas de sábado seu campo de batalha em busca da felicidade."


O AUTOR


Nome: Kiko Riaze
Idade: 29 anos

Signo: Gêmeos
Profissão: Gestor de Logística
O que poderia comer sempre: Pavê e pudim de leite
O que jamais comeria: carne de cachorro
Bebida preferida: Vinho
Música de sempre: Secret, Madonna
Livro: As Brumas de Avalon, Marion Zimmer Bradley
Paixão: Animais e natureza
Mania: Tirar fotos
Programa legal: Diversão com os amigos
Lugar: Qualquer um onde se pode ver o mar
Frase: "A felicidade está dentro de você, não a procure em sua volta". Buda





UM LANÇAMENTO


publicado por o editor às 13:19
link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

DESIGUAIS

DESIGUAIS
de KLECIUS BORGES
 

Cada página retrata um pouco da experiência do autor, especializado em terapia afirmativa, tratando a questão da orientação sexual. O trabalho de Klecius Borges é voltado para o resgate da auto-estima e para o fornecimento de suporte emocional ao desenvolvimento de uma identidade homossexual e a sua integração às diferentes áreas da vida desses indivíduos. 'Desiguais' não é um manual, 'Desiguais' não é ficção. É um livro quase educativo direcionado não somente ao leitor gay, mas a qualquer cidadão interessado em pensar, aceitar e conviver com as diferenças.


O AUTOR















 

 

 

 

 

 UM LANÇAMENTO







 

 


 

publicado por o editor às 15:02
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008

Melhores Poemas Walmir Ayala


Melhores Poemas Walmir Ayala


de Walmir Ayala
Seleção - Marco Lucchesi

Nº de Páginas: 280

"E já que de livros te agradas, saúda, a musa de Walmir Ayala, cuja Antologia poética aí está, restaurando a poesia como vibração do ser e como sábio espetáculo de palavras que buscam fatalizadamente (e acham) seu ritmo e organização encatantória. Que diferença dos gelados e vazios exercícios formalistas, amparados em muletas de teoria e vã guarda, quer escapistas, quer pretensamente participantes." Carlos Drummond de Andrade

"O lado angelical - anunciador - de - Walmir Ayala protegeu-o dos dois equívocos: primeiro, ele fez literatura porque vive e vive para fazer literatura poética, já que a sua, nele, predominância é a visão poética; segundo, ele cria uma poesia, pratica a poesia e - se bem atento à teórica da poesia e à prática da teoria poética - não se sente compelido senão a ser fiel à sua visão poética, deixando as outras aos outros - sem sub nem superestimação." Antônio Houaiss


O AUTOR
 

Walmir Ayala nasceu em Porto Alegre (RS) a 4 de janeiro de 1933 e faleceu no Rio de Janeiro (RJ) a 28 de agosto de 1991. Em 1955 publicou seu primeiro livro, Face dispersa (poesia). Em 1956 transferiu residência para o Rio de Janeiro. Dedicou-se a vários gêneros literários: poesia, conto, romance, teatro, literatura infantil, diário íntimo, crônica, crítica (de artes plásticas, literatura e teatro). Dedicou-se também, intensamente, ao jornalismo: de 1962 a 1968, assinou no Jornal do Brasil uma coluna de literatura infantil. No mesmo jornal foi titular, de 1968 a 1974, de uma coluna de crítica de arte, tendo nesta atividade participado de vários júris nacionais e internacionais. Colaborou ainda com os jornais Folha de São Paulo, Correio da Manhã, Jornal do Commércio, Última Hora, O Dia etc, e diversas revistas nacionais e internacionais. Em missão cultural do Minstério das Relações Exteriores do Brasil, viajou pela Itália, Chile e Paraguai. Visitou ainda a Inglaterra, Estados Unidos e Alemanha, a convite dos governos dos respectivos países. Esteve presente, como representante do Brasil, nas bienais internacionais de Veneza e Paris. Visitou o Japão em missão cultural da Fundação Mokiti Okada. Foi redator e produtor da Rádio MEC e assessor cultural do INL. Coordenou os dois últimos volumes do Dicionário brasileiro de artistas plásticos (INL/MEC, 1977/1980) e foi assessor do Departamento de Documentação e Divulgação do MEC. Tem livros publicados em Portugal, Espanha e Argentina, e poemas, contos e ensaios traduzidos para o inglês, espanhol, francês, italiano e alemão. Autor de mais de uma centena de livros, conquistou vários prêmios nacionais de poesia, ficção e literatura infantil. No carnaval de 1987, foi homenageado pela Escola de Samba Portela, Rio de Janeiro, que desfilou com o samba-enredo baseado em seu livro A pomba da paz. Autor do Dicionário de pintores brasileiros (1986, segunda edição revista e ampliada, 1997), foi também tradutor do espanhol: Fernando de Rojas, Rosa Chacel, Cervantes, Rafael Alberti, Garcia Lorca, Casona, José Hernandez e Jorge Luis Borges. Entre suas obras destacam-se: O edifício e o verbo (poesia, 1961), Difícil é o reino (diário, 1962), O visível amor (diário, 1963), À beira do corpo (romance, 1964), Cantata (poesia, 1966), Poemas da paixão (poesia, 1967), Natureza viva (poesia, 1973), Ponte sobre o rio escuro (contos, 1974), A pomba da paz (infantil, 1974), A fuga do arcanjo (diário, 1976), Guita no jardim (infantil, 1980), Estado de choque (poesia, 1980), Vicente, inventor (ensaio, 1980), Águas como espadas (poesia, 1983), O futebol do rei leão (infantil, 1984), Os reinos e as vestes (poesia, 1986), O forasteiro (infantil, 1986), Dedo-de-rato (infantil, 1991), O coelho Miraflores (infantil, 1993), O anoitecer de Vênus (contos, 1998). Deixou ainda um vasto acervo de obras inéditas que vem sendo publicado após a sua morte.

UM LANÇAMENTO


publicado por o editor às 11:20
link do post | comentar | favorito

No presente

 


No presente

de Marcio El-Jaick


144 pág.
 

Neste livro comovente e libertador, André, pré-adolescente com inteligência aguda, inocência e muita sensibilidade, enfrenta o maior desafio de sua vida: aceitar e entender a própria sexualidade. Assombrado pelos fantasmas comuns nessa idade – a vontade de pertencer a um grupo, o medo da rejeição, a “luta” contra os hormônios em ebulição –, o menino faz descobertas dramáticas e também compensadoras. Ideal também para pais e educadores.


O AUTOR
Marcio El-Jaick

Nasceu em 1972 e formou-se em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. É tradutor e, em 1999, foi um dos vencedores do Festival Literário Xerox-Livro Aberto, com a novela E tudo mais são sombras. Pelas Edições GLS publicou Era uma vez – Contos gays da carochinha, Matéria básica e participou da coletânea Triunfo dos pêlos com a história “Aula de pintura e/ou manhã numa cidade”. Mora em Niterói, no Rio de Janeiro.


Clique aqui para ler o
sumário e as primeiras páginas
deste livro


Um lançamento da




 

 



publicado por o editor às 11:15
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 17 de Outubro de 2008

HOMOEROTISMO & IMAGEM NO BRASIL


HOMOEROTISMO & IMAGEM NO BRASIL
de Wilton Garcia


" A imagem expressiva, quando posta sob perspectiva homoerótica no campo da arte e da comunicação, provoca a emergência de discussões acerca das minorias sexuais no Brasil. Ao imbricar homoerotismo & imagem encontro-me diante de uma complexidade conceitual que comporta a noção do contemporâneo. Sob este ponto de vista. articula-se a produção de um saber, experimentado no procedimento teórico para a construção de conceito de homoarte. Este estudo é uma (inter)mediação entre minha experiência artística e homoerótica."


O AUTOR -
Wilton Garcia é artista visual e doutor em Comunicação e estética do Audiovisual pela ECA/USP. Pós doutorado em Multimeios (IA/UNICAMP). É autor também de Introdução ao Cinema intertextual de Peter Greenaway (annablume, 2000) e A Forma Estranha - ensaio de homoerotismo e cultura (Pulsar edições, 2000).


Este livro é um lançamento da
Nojosa Edições com FAPESP

publicado por o editor às 15:23
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

Eve Kosofsky Sedgwick

Between Men: English Literature and Male Homosocial Desire
de Eve Kosofsky Sedgwick




 

Este é um livro fundamental para a teoria queer, e discute que o desenvolvimento social muito mais dependeu do desejo homosocial masculino do que de outra coisa. Esta é uma obra de crítica literária que talvez possa parecer inacessível ao público geral, porém é sem dúvida uma das obras fundamentais para a sua biblioteca, escrita por uma das mais provocadoras figuras culturais de nossa geração.






Epistemology of the Closet

de Eve Kosofsky Sedgwick



 

Desde a década de 1980, os estudos da teoria sobre o queer tornaram-se vitais para a vida intelectual. Este tem sido o principal motivo popularidade dos livros de Eve Kosofsky Sedgwick. Trabalhando a partir de textos clássicos de escritores europeus e americanos - incluindo Herman Melville, Henry James, Marcel Proust, e Oscar Wilde - Sedgwick delineia um momento histórico em que a identidade sexual se tornou tão importante como a demarcação de gênero tinha sido, durante séculos.
 
Epistemology of the Closet é um livro importante. É um dos textos fundamentais da teoria queer e, como tal, é um livro desafiador para ler . É essencialmente para um público acadêmico. Mas, todo intelectual que está interessado em estudos gays e lésbicos, enfim, de estudos queer, estudos de gênero e feminismo, deve coloca-lo na lista de livros essenciais para ler. O enfoque na maior parte do tempo é sobre homossexualidade masculina .

publicado por o editor às 14:34
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 15 de Outubro de 2008

Branding, Escarificação e outros quetais




Matter of Trust: Sache Des Vertrauens de Claire Garoutte (texto e fotos)

capa dura

 

180 páginas

 

editora Konkursbuch

 

Este livro em edição bilingue (alemão/inglês) é a documentação em fotografia e texto das intervenções durante oito anos de uma familia lésbica e adepta ao sadomasoquismo e que abre espaço às modificações corpóreas.O que vamos ver não são simples colocações de piercing e sim algo que vai muito além. Sem querer fazer juizo de valor, pois Claire Garoutte já se revelou uma ótima fotógrafa, o livro para os que não são adeptos não é dos mais agradáveis.




Muito embora estes registros busquem apresentar esses rituais de extrema intimidade e busque refletir sobre a estrutura das relações inter-pessoais, o livro é cru. Para entender melhor -

Branding - O branding se caracteriza pelo aquecimento de pequenas placas de metal com um maçarico depois usadas para fazer os desenhos.

Escarificação - A técnica é feita com um bisturi. Em vez de calor, usa-se a lâmina do instrumento para se fazer cortes, que formam o desenho na pele.

Escarificação é como se fosse uma tatuagem, porém em vez de se injetar tinta na pele o desenho é feito a partir de cortes com um bisturi. Essa técnica originou-se na África, onde tatuagens convencionais, tribais não eram usadas pois na pele negra não apareciam, passando assim a se utilizar a tecnica das cicatrizes.
Se isso ainda é pouco, note que a coroa da garota fotografada é de agulhas de injeção. Leia aqui um depoimento de um adepto dessas técnicas - "Estas artes decorativas se originaram na África... Quanto mais volumosas ficam as cicatrizes, mais lindos ficam os trabalhos. Então, pessoas arrancam a casca da ferida e passam vinagre ou cinza para que os cortes infeccionem e cicatrizem com volume”. Pano rápido!

Eduardo Cruz


publicado por o editor às 12:57
link do post | comentar | favorito

ARTE Y CUESTIONES DE GÉNERO

 


ARTE Y CUESTIONES DE GÉNERO

de Juan Vicente Aliaga

 

Editorial Nerea, SA

 

Língua: castelhano

 

Lançamento: 2004

 

120 páginas

 

Um dos livros sobre o tema que considero um dos mais equilibrados dos ultimos tempos. Equlibrado seria a palavra certa? Sei Lá. Só sei que é (deus nos livre) redondinho e palatável.

 

Este Arte Hoy é básico, resumão mas suficientemente independente.

 

Vamos a ver

 

Até hoje, na Espanha, na história "inconfortável" dos estudos de arte, em alguns círculos falava-se das questões de gênero, ou seja, os valores em torno de masculinidade e feminilidade. Este breve ensaio trata de propor uma série de leituras acerca de distintas manifestações artísticas, surgidas durante o tal siglo XX (Cambalache), que não se pode entender sem uma perspectiva transversal que tenha em conta os símbolos, signos e significações que a sociedade imprimiu às representações da sexualidade e atribuidas a homens e mulheres. Este breve ensaio visa propor através de uma série de palestras sobre artes das mais diversas formas, que surgiram ao longo do século XX, e que tudo não pode ser entendido sem uma perspectiva que leva em conta símbolos, sinais e significados  já incutidos pela sociedade .

 

Todo este conjunto de razões desenham um perfil mutável e heterodoxo dos sexos e tambem das resistencias que se apresentam -  a de manter a divisoria da feminidade e da masculinidade como polos embasados na suposta verdade da natureza.

 

Esta é a batalha dos valores de gênero não resolvidos pela arte, e que são um terreno fértil para representar a continuidade deste saudável conflito.

 

Eduardo Cruz


publicado por o editor às 00:25
link do post | comentar | favorito

.Julho 2009

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

14
15
17
18

19
20
21
22
23
24
25

26
27
28
30
31


.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.arquivos

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Janeiro 2009

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

.tags

. annablume

. apicuri

. armariosemportas

. arte erótica

. artes plasticas. livro

. atelie editorial

. atualidades

. autentica

. biblioteca básica

. biografia

. bondage

. cchla-ufrn

. centro editorial e didatico da ufba

. cinema

. civilização brasileira

. coleção: humanitas

. comportamento

. comunicação

. depoimentos

. desatino

. design

. direitos humanos

. dix editorial

. e cruz

. edições gls

. ediouro

. editora fundação perseu abramo

. editora jaboticaba

. educação

. ensaio

. ensaios

. estética

. evento

. fabrica de leitura

. ficção

. ficção histórica

. fics

. fotografia

. garamond

. gay

. gays

. gênero

. global

. gls

. história

. homossexualismo

. inglês

. lançamento

. lesbicas e simpatizantes - gls

. literatura

. literatura erótica

. livro

. livro esgotado

. mensagem do editor

. mídia

. notícias

. nú masculino

. panhol

. paz e terra

. poesia

. política

. raul galalite

. record

. relançamento

. revista

. rio de janeiro

. rocco

. rosa dos tempos

. sá editora

. summus

. summus editorial

. taschen

. ufmg

. ufng

. uicamp

. unesp

. v congresso da abeh

. vivências

. todas as tags

SAPO Blogs

.subscrever feeds