Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

Eve Kosofsky Sedgwick

Between Men: English Literature and Male Homosocial Desire
de Eve Kosofsky Sedgwick




 

Este é um livro fundamental para a teoria queer, e discute que o desenvolvimento social muito mais dependeu do desejo homosocial masculino do que de outra coisa. Esta é uma obra de crítica literária que talvez possa parecer inacessível ao público geral, porém é sem dúvida uma das obras fundamentais para a sua biblioteca, escrita por uma das mais provocadoras figuras culturais de nossa geração.






Epistemology of the Closet

de Eve Kosofsky Sedgwick



 

Desde a década de 1980, os estudos da teoria sobre o queer tornaram-se vitais para a vida intelectual. Este tem sido o principal motivo popularidade dos livros de Eve Kosofsky Sedgwick. Trabalhando a partir de textos clássicos de escritores europeus e americanos - incluindo Herman Melville, Henry James, Marcel Proust, e Oscar Wilde - Sedgwick delineia um momento histórico em que a identidade sexual se tornou tão importante como a demarcação de gênero tinha sido, durante séculos.
 
Epistemology of the Closet é um livro importante. É um dos textos fundamentais da teoria queer e, como tal, é um livro desafiador para ler . É essencialmente para um público acadêmico. Mas, todo intelectual que está interessado em estudos gays e lésbicos, enfim, de estudos queer, estudos de gênero e feminismo, deve coloca-lo na lista de livros essenciais para ler. O enfoque na maior parte do tempo é sobre homossexualidade masculina .

publicado por o editor às 14:34
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Quarta-feira, 15 de Outubro de 2008

QUEER THEORY




QUEER THEORY
And Introcuction
de Annamarie Jagose


156 páginas

NEW YORK UNIVERSITY PRESS


Teoria queer é um campo do estudo de Gneros. Fortemente influenciada pela obra de Michel Foucault, a teoria queer constrói desafios para a idéia de que sexo é parte do essencial e mediante dos estudos próprios da comunidade gay / lésbica. Considerando gay / lésbica os estudos centrados nas suas investigações "naturais" e "não naturais " de comportamento em relação ao comportamento homossexual, a teoria queer quer sem trocadilho expandir seu foco para abranger qualquer tipo de atividade sexual ou identidade que se enquadra no âmbito de normativos e (sic) desviantes categorias.


Annamarie Jagose (nascido em Ashburton, Nova Zelândia, 1965) é uma escritora acadêmica e obras de ficção. Ela ganhou o seu doutorado (Victoria University of Wellington), em 1992, e trabalhou como docente de Inglês na Universidade Melbourne antes de regressar a Nova Zelândia em 2003, onde está atualmente como Professora Associada do Departamento de Cinema, Televisão e Mídia da Universidade de Auckland.

Enquanto estava na Universidade Melbourne, Jagose promoveu uma série de aulas de comportamento a respeito de cultura do corpo, incluindo obesidade e gravidez.

Prêmios

* 1994 won NZSA Best First Book Award for In Translation 1994
* 2004 won Deutz Medal for Fiction in the Montana New Zealand Book Awards for Slow Water Deutz 2004
* 2004 winner of the Vance Palmer Prize for Fiction for Slow Water 2004
* 2004 was shortlisted for the Australian Miles Franklin Literary Award for Slow Water 2004

Obras

* Lesbian Utopics (1994)
* In Translation (1994)
* Queer Theory (1996)
* Lulu: A Romance (1998)
* Slow Water (2003)


publicado por o editor às 00:22
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Sexta-feira, 10 de Outubro de 2008

Sexo, Arte e Cultura Americana de Camille Paglia


Sexo, Arte e Cultura Americana
de Camille Paglia
editora: Companhia das Letras
ano - 1993

O livro “Sexo, Arte e Cultura Americana” é fundamental,e está esgotado há anos, é um caso de desaparecimento precoce. A editora sequer tem em seus registros do site a existência dele. Em Sexo, arte e Cultura Americana estão compilados ensaios, artigos, resenhas de livros e trechos de entrevistas concedidas a diversos veículos de comunicação.Camille Paglia é uma escritura polêmica a escritora que não puca nada e a ninguém e que declara “sou abertamente a favor da prostituição e da pornografia”.

A escritora americana Camille Paglia, 60 anos, é considerada uma das principais teóricas do pós-feminismo e uma das intelectuais mais influentes da atualidade. É professora da Universidade das Artes, na Filadélfia, EUA, colunista do site salon.com e editora da revista Interview. Camille ficou conhecida mundialmente na década de 90 ao lançar o livro Personas sexuais, no qual aborda de forma particular (contrariando as teóricas de sua geração) a mulher e o feminismo do século passado. Freqüentemente apontada como "a feminista que as outras feministas amam odiar".


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publicado por o editor às 13:54
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Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008

Damas De Paus

Pesquisando sobre Sexualidades, corporalidades e transgêneros, encontrei em diversos trabalhos a citação de um livro de 1994, publicado pelo Centro Editorial e Didatico da UFBA.

Damas De Paus:
O Jogo Aberto Dos Travestis No Espelho Da Mulher
de Neuza Maria de Oliveira
158 páginas

Este é um livro que apesar de datado, deve ser incluido na Biblioteca Básica, pelo pioneirismo e pela dedicação da autora à pesquisa de campo. Óbviamente que os diálogos e depoimentos alí contidos, após 14 anos não afinam com os que estamos acostumados a ouvir hoje em dia, mas o fato de desnudar o Pelourinho sem preocupar-se em buscar "personagens" faz dele um livro verdadeiramente honesto. Afinal quem poderia pensar naquele tempo ouvir tais apartes...

“Aos cinco anos, quando eu dava pro coleguinha da
escola, me disseram que eu era gay. Aos quinze anos descobri
que eu era travesti, e hoje, perto dos quarenta, participando do
movimento GLTTB, me vejo como trans. Na verdade, eu sou
um gay que evoluiu, eu sou um digimon”.
Hanna Suzart, travesti durante o XII Encontro
Brasileiro de Gays, Lésbicas e Travestis, acontecido em
Brasília, entre os dias 08 e 11/11/2005.

“Eu quero dizer pra Hanna que eu não sou um digimon, eu
não sou um brinquedo. Nem sou um gay que evoluiu. Sou uma
travesti”.
Janaína Lima, no mesmo encontro

Leia aqui a introdução que Cecilia Sanderberg fez para o livro

publicado por o editor às 05:17
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Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008

O BANQUETE



O BANQUETE de Platão
tradução direto do grego de Carlos
Alberto Nunes

Estamos falando desta vez de um clássico e muito especialmente desta edição que faz parte de uma segunda edição completa das obras de Platão organizada por Benedito Nunes e estruturada em 1980. São 14 volumes. O Banquete é publicado conjuntamente com a Apologia de Sócrates.


Esta é uma tradução de um dos mais celebrados textos de Platão, onde encontramos os diálogos éticos acerca da natureza e qualificação de Eros, ou o tema do Amor. No Banquete, de que é o tema central, Eros é objeto de vários elogios, mas o elogio propriamente filosófico vem de Sócrates pela boca da mulher de Mantinéia, a sábia Diotima. Assim como em A República, O Banquete tem lugar certo e público identificável: ocorreu na casa de Agatão, discípulo de Sócrates. Lá discursaram sobre o amor, ou sobre a amizade (philia), esses dois, além de Fedro, Pausânias, Erixímaco (o médico) e Aristófanes (o poeta). Sendo assim, ao redigir O Banquete, Platão utilizou-se de personalidades da época como o comediante Aristófanes, o poeta Agatão, o médico Erixímaco, para servir de porta-vozes de seu pensamento, servindo de exemplos para os leitores da obra.

O que realmente se passou na casa de Agatão começa a ser relatado por Apolodoro em 174a. Sócrates chega por último, quando todos já estavam acomodados e o banquete já havia se iniciado, estando pelo meio. Frente ao banquete, Pausânias lembra que deveriam beber com moderação: faz referência ao dia anterior, no qual havia bebido exageradamente e ficado abalado fisicamente.

Os discursos sobre o amor iniciam com Fedro: "iniciou o seu discurso [Fedro] declarando que Eros era uma divindade poderosa e admirável, tanto entre os homens como entre os deuses, por várias razões, mas, antes de tudo, pelo nascimento." Fedro é o primeiro, e por isso pai do discurso, a falar sobre o deus Eros: ele condena o ofício dos poetas que têm por missão cantar hinos aos deuses mas se esquecem de Eros. Fedro, no seu discurso, faz a justificação moral de Eros, mas não investiga a fundo sua essência e suas formas. De qualquer forma, é devido à fala desse discípulo de Sócrates que toda a discussão se inicia. Com o intuito de elevar Eros, Fedro encerra seu discurso dizendo que esse é o deus mais antigo, mais respeitável e o mais "autorizado" a levar o homem à posse das virtudes e da felicidade, nesta vida e depois da morte!

Escrito aproximadamente antes de 384 a. C, O Banquete é constituído por sete discursos em louvor a Eros, deus do amor, antecedidos pela apresentação dos personagens e finalizados pelo discurso de Sócrates, que conclui o simpósio. O diálogo se encerra quando Alcebíades, estratego do exército ateniense, fingindo estar bebado, faz uma declaração de amor a Sócrates.

E.Cruz

Uma publicação da
Editora Universitária UFPA






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publicado por o editor às 23:54
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Quarta-feira, 1 de Outubro de 2008

GUERRA DE ESPERMA





GUERRA DE ESPERMA
de Robin Baker
 
Coleção - CONTRALUZ
Páginas - 406
 
Tratando de temas polêmicos como infidelidade, homossexualismo e reprodução, o dr. Robin Baker escreveu Guerra de esperma, livro no qual defende que o nosso comportamento sexual é geneticamente programado. O autor mostra ainda que há outros fatores, além da herança genética do pai e da mãe, que influem na concepção, como, por exemplo, se a mãe chegou ao orgasmo durante a fecundação, se os pais se masturbaram momentos antes ou se havia no corpo da mãe espermatozóides de outros homens. Robin Baker leciona Zoologia na Universidade de Manchester e desde 1988 vem fazendo pesquisas sobre a competição do esperma humano e suas implicações na sexualidade.
 

Robin Baker é um  zoólogo inglês de 57 anos, Ph.D. em evolução do comportamento humano e professor aposentado da Universidade de Manchester. Segundo ele, “Estamos vivendo uma transição que vai acabar com 2 mil anos de monogamia cristã. Biologicamente, homens e mulheres ficam juntos para tornar viável a criação de filhos, reduzir as possibilidades de contrair doenças sexualmente transmissíveis e, no caso dos homens – a exemplo de outros animais –, ter um controle maior da fêmea, para que ela não gere filhos de outro macho”. 


publicado por o editor às 23:48
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Domingo, 28 de Setembro de 2008

O negócio do michê: A prostituição viril em São Paulo



O negócio do michê: A prostituição viril em São Paulo

de NESTOR PERLONGHER

Editora: Fundação Perseu Abramo

Páginas - 272


Este livro estava esgotado e agora está sendo relançado. Imperdível!


O livro O Negócio do Michê – A Prostituição Viril em São Paulo, do antropólogo argentino Néstor Perlongher, será lançado em nova edição, com novo prefácio



Referência fundamental para os estudiosos de sexualidade e gênero, tanto pela originalidade do tema, quanto pelas análises, O Negócio do Michê – A Prostituição Viril em São Paulo, surgiu como dissertação de mestrado em antropologia social na Unicamp, em 1986. Na época, 1986, o autor, o argentino Néstor Perlongher, enfrentou o descontentamento de parte do meio acadêmico, escandalizada com o tema de sua pesquisa pioneira.

Lançado pela editora Brasiliense um ano depois, com prefácio de Peter Fry, o livro tornou-se um clássico moderno da pesquisa etnográfica. Coube à Editora Fundação Perseu Abramo uma nova edição, com a íntegra do texto original e um novo prefácio, desta vez assinado pelos professores de sociologia e ciências sociais Richard Miskolci e Larissa Pelúcio.

O livro, escrito em linguagem não acadêmica, baseou-se nos depoimentos de michês, clientes e entendidos, ou pessoas do universo homossexual não envolvidas diretamente com a prostituição. Entre março de 1982 e janeiro de 1985, Perlongher, num procedimento chamado de pesquisa participante, foi às ruas, bares, saunas e mictórios públicos do centro de São Paulo, onde pôde estar em contato direto com o tema de seu estudo.

Ao mapeamento geográfico/cultural do trabalho do michê, Perlongher acrescentou amplo arsenal teórico, com citações que vão de Marx e a Escola de Chicago, a Foucault, Deleuze e Guattari.Coincidentemente, o livro surgiu em sintonia com outros estudos semelhantes pelo mundo, como o que originou a Teoria Queer, nos Estados Unidos.

Néstor Perlongher nasceu em Avellaneda, província de Buenos Aires, em 1942. Participou ativamente de movimentos pelos direitos dos homossexuais, primeiramente na Frente de Liberación Homosexual Argentina e depois no Grupo Eros. Em 1982, cansado das perseguições pela ditadura em seu país, veio para São Paulo. Logo ingressou na Unicamp, onde realizou a dissertação de mestrado que deu origem ao livro. Autor também de oito elogiados livros de poesia, faleceu em novembro de 1992, vitimado pela Aids.





















Desde sua primeira edição, em 1987, O negócio do michê se tornou uma leitura de referência para aquelas e aqueles que se interessam pelas discussões sobre o desejo, as urbanidades, as sexualidades, as corporalidades e o mercado do sexo. Néstor Perlongher leva as/os leitoras/res aos bares, saunas e ruas de uma São Paulo noturna e apaixonadamente transgressiva, onde rapazes comercializam sexo, amam, brigam, negociam códigos e, por vezes, desejam o indesejável. Construído a partir de uma intensa etnografia e de uma densa análise teórica, O negócio do michê tem hoje a marca dos clássicos e, como tal, guarda uma contemporaneidade surpreendente.



Apresentação:

“Em primeiro lugar, quero frisar que este livro não é apenas mais um estudo frio das margens perversas de São Paulo. Na melhor tradição da antropologia social, o texto exsude a simpatia que o autor tem para com seu 'objeto de estudo'. Não no sentido de uma apologia formal de advogado, mas de uma séria tentativa de 'traduzir' a experiência dessas margens para que o leitor possa entendê-las na sua integridade (em todos os sentidos da palavra).” (Peter Fry)



Peter Fry, ao prefaciar a primeira edição de O negócio do michê – A prostituição viril em São Paulo, traduziu o sentimento futuro de leitores e leitoras que iriam encontrar na dissertação de mestrado de Néstor Perlongher uma rica fonte de reflexões teóricas e um instigante “guia” etnográfico.



Em meados da década de 1980, Perlongher se pôs à deriva numa São Paulo noturna e sexual, cartografando os corpos e os códigos de toda uma territorialidade desprezada pelos cientistas de “respeito”. Alguns se escandalizaram com o título da dissertação que abordava michês, prostituição e virilidade. Os vanguardismos costumam ter a marca da incompreensão e não foi diferente com O negócio do michê.



Perlongher se autodefinia um “pensador callejero” (das ruas), assim, a claustrofobia das normas canônicas não cabiam em sua escrita barroca nem em seu voluptuoso arsenal teórico que vai de Marx à Escola de Chicago e chega a Foucault, Deleuze e Guattari. Sem o saber, desenvolvia reflexões em sintonia com as que – nos Estados Unidos – originariam a teoria queer. Por tudo isso, o estudo de Perlongher mantém-se atual e fascinante.




Serviço:
Lançamentos do livro O Negócio do Michê

Quando: 8/10, às 10:00


Onde: UFSCAR, São Carlos


Presenças do antropólogo Júlio de Assis Simões e da ativista Regina Facchini. Na ocasião eles farão a palestra Sexualidade e Política no Brasil.


publicado por o editor às 18:21
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Quinta-feira, 25 de Setembro de 2008

A Personagem Homossexual no Cinema Brasileiro


A Personagem Homossexual no Cinema Brasileiro de Antônio Moreno Editora EdUFF

A Personagem Homossexual no Cinema Brasileiro, de Antônio Moreno, cineasta, pesquisador e professor de Cinema do Departamento de Cinema e Vídeo da UFF é na verdade um ótimo ponto de partida para compreender de como o nosso cinema trata o homossexualismo. A partir de 127 filmes de 1923 a 1996, o autor levantou as principais marcas que compõem o homossexual imaginado pelo cinema brasileiro.



Segundo ele "o tema homossexualismo era um tabu até o final da década de 60. E só sobressai quando é levada em tom de comédia. Embora se baseie em ficção, eu acho que a visão da sociedade é mostrada no livro".



A obra mostra muitos pontos que contribuem para a intolerância para com os homossexuais. Na análise das histórias narradas nos filmes está contido um universo de elementos para reflexão. A tese de Antonio Moreno transformada em livro pelas editoras UFF e Funarte, “A Personagem Homossexual no Cinema Brasileiro” traz um levantamento que é interrompido em 1996.



Doze anos depois temos muito que contar, porém avaliando a representação dos homossexuais na produção nacional até aquela época a conclusão é um tanto óbvia e em mais de 60% dos filmes analisados, os homossexuais são tratados de forma pejorativa.
























Confira aqui alguns trechos dos filmes citados e/ou analisados no livro
 

 

E.Cruz


publicado por o editor às 04:31
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Segunda-feira, 22 de Setembro de 2008

CRONICAS DE UM GAY ASSUMIDO


CRONICAS DE UM GAY ASSUMIDO
de Luiz Mott
Coleção: CONTRALUZ

Editora - RECORD







O livro - Neste livro de crônicas, parte da Coleção Contraluz, Luiz Mott, o "decano" do movimento gay do Brasil, reconstitui o abrangente painel da homossexualidade. Misturando experiências pessoais com o afinado olhar do antropólogo, do militante e fundador do Grupo Gay da Bahia, o autor desvela hipocrisias, preconceitos e dá uma lição de resistência à sociedade brasileira. Em Crônicas de um Gay Assumido, Mott desvenda mitos e verdades sobre o mundo gay, as tribos sexuais, faz confidências e promove discussões sobre homofobia e homoerotismo com a grife, o humor, a ousadia e a sinceridade de um pioneiro do movimento gay no Brasil.



O autor - Luiz Roberto de Barros Mott (São Paulo, 6 de maio de 1946) é antropólogo, historiador, sociólogo e pesquisador, e um dos mais notáveis ativistas brasileiros em favor dos direitos civis das pessoas de minoria sexual, ou seja, gays, lésbicas, bissexuais e pessoas transsexuais e transgêneras.



Luiz Mott nasceu em São Paulo, de tradicional família interiorana. Estudou em Seminário Dominicano de Juiz de Fora. Formou-se em Ciências Sociais na USP. Fez mestrado na Sorbonne, em Etnologia e é doutor em Antropologia, pela Unicamp.



Desde o final dos anos 80 radicado em Salvador, cidade que lhe concedeu o título de Cidadão Honorário, leciona na UFBA.



Assumiu suas preferências sexuais em 1977. Luiz Mott foi o fundador do Grupo Gay da Bahia, uma das principais instituições que laboram em prol dos direitos humanos dos gays no Brasil.



Além de muitos trabalhos publicados esparsamente (e traduzidos a outros idiomas), os livros de Luiz Mott são:



* Sexo Proibido;


* O Lesbianismo no Brasil;


* Gays, Virgens e Escravos nas garras da Inquisição;


* Rosa Egípcia: Uma santa africana no Brasil;


* Violação dos Direitos Humanos dos Homossexuais no Brasil;


* Os Pecados da Família na Bahia de todos os Santos;


* A Cena Gay em Salvador em tempos de Aids; Causa-Mortis: Homofobia;


* Escravidão, Homossexualidade e Demonologia.


publicado por o editor às 00:40
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Domingo, 21 de Setembro de 2008

ABAIXO DO EQUADOR



ABAIXO DO EQUADOR
de Richard Parker

Coleção CONTRALUZ


Páginas - 384



ABAIXO DO EQUADOR, do antropólogo americano Richard Parker, desvenda as especificidades da homossexualidade dos brasileiros e o crescimento de comunidades gays no país. Por meio de inúmeros depoimentos, o autor investiga a função de papéis sexuais, a prostituição masculina como vivência da sexualidade e as conseqüências da epidemia de AIDS no painel do comportamento brasileiro. Parker desperta questões importantes, que desafiam as idéias pré-concebidas sobre desejo entre iguais.



Richard Parker mostra, em ABAIXO DO EQUADOR, como a velha moralidade do certo e do errado, da culpa, pecado e castigo, foi substituída pela moralidade das relações humanas. A nova moralidade, por outro lado, desafiou diretamente a ética sexual predominante. Proclamou os prazeres do corpo, defendendo como justa toda e qualquer forma de amor. O que interessa é a satisfação física. Desafiou os preconceitos sexuais, defendendo a aceitação democrática da diferença. Assim, a controvérsia do amor homossexual perdeu sua força.



Baseado em uma longa pesquisa de campo - conduzida por Parker durante mais de quinze anos -, ABAIXO DO EQUADOR traça um detalhado painel etnográfico dos múltiplos universos sexuais existentes nas ruas. Prostituição masculina, michês, transformistas, produtos e estabelecimentos direcionados ao público gay, direitos de homossexuais e o programa brasileiro de combate à AIDS. O autor explora as transformações nas identidades sexuais e culturais que tomaram forma no Brasil nas últimas décadas.



Nos primeiros capítulos de ABAIXO DO EQUADOR, Parker esclarece como gênero, raça, o histórico de colonialismo e a influência de outros países - principalmente Estados Unidos e Europa - contribuíram para construir a identidade homossexual brasileira. Nos capítulos subseqüentes, ele mapeia a epidemia de AIDS no país, mostrando como a doença mudou o perfil e o comportamento dos homossexuais brasileiros. Parker fala do preconceito existente contra os portadores do HIV e as conquistas junto ao sistema nacional de saúde.



Através desse trabalho único de pesquisa, Parker compara e contrasta o modo de viver homossexual no Brasil a outros países das Américas do Sul e do Norte, e África. Explica, ainda, porque apenas nos último anos o homossexualismo brasileiro saiu do armário. Parker liga essa mudança a um crescente e contínuo processo de industrialização e urbanização, em conjunto com a globalização da economia. ABAIXO DO EQUADOR desmistifica diversas questões: numa sociedade famosa pelo machismo, o homossexualismo é aceito ou apenas tolerado? A comunidade gay brasileira é unida? Como os homossexuais masculinos se vêem? Como a AIDS afetou a comunidade?



o autor - Richard Parker é professor assistente de Saúde Pública na Divisão de Ciências Médico-Sociais e Psiquiatria da Universidade de Columbia. É, ainda, diretor assistente do Centro de Estudos Comportamentais e Clínicos de HIV do Instituto de Psiquiatria do Estado de Nova York.

Um lançamento da Editora Record


publicado por o editor às 02:18
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